Sessão preparatória do Encontro Regional proposto pela CTMAD, no dia 28 de Julho, às 9:30, no Auditório Municipal de Mirandela.
A HORA APROXIMA-SE !
Estamos no limiar de uma nova atitude em Trás-os-Montes e Alto Douro.
A vida de todos nós agrava-se. As aldeias e vilas continuam a desertificar-se. Os jovens, os recém licenciados, a seiva viva do nosso povo é obrigada a saír para o litoral ou para o estrangeiro. Perdemos gente e perdemos indtituições em cada distrito e na região.
O sobressalto positivo impõe-se. Por isso, Autarquias Locais, instituições ainda decisivas em cada terra, intelectuais, personalidades dos mais diversos quadrantes, as forças do trabalho e da inteligência, os sindicatos, as associações empresariais, culturais, sociais, desportivas e cívicas, os partidos políticos, as Casas e Associações Regionais e Concelhias representativas, sedeadas no nosso país e no estrangeiro, têm de unir-se e reunir-se o mais breve possível, na região, para analisarem a situação e decidirem o que vamos fazer para impedir que Trás-os-Montes e Alto Douro seja, a breve prazo, definitivamente sacrificada pelos que prometem e voltam a prometer e, afinal, só actuam para beneficiar o litoral, as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, os interesses dos que não privilegiam nunca um desenvolvimento sustentado e integrado.
Estamos no limiar de uma nova perspectiva e de uma nova acção, decisiva, para defendermos a nossa terra, cada uma das nossas terras, as nossas gentes, a nossa economia, identidade e cultura. Por isso, propomos que seja realizado um encontro em Outubro, para decidirmos o que vamos fazer por Trás-os-Montes e Alto Douro. Poderemos marcar um novo Congresso da região trasmontana e duriense, para realizarmos em 2008. Poderemos e deveremos estudar, marcar e preparar as iniciativas que entendermos adequadas, para que nunca mais nos impomham decisões perigosas e destruidoras do nosso futuro.
Para que tenhamos uma palavra firme, as palavras e os actos que entendermos levar a cabo em defesa do progresso da nossa terra.
Está nas nossas mãos e temos de avançar. Hoje, não há mais lugar para os titubeantes, para os que acabam sempre por concorrer para o reforço dos Terreiros do Paço que há em Lisboa e há em qualquer lado onde sopram os interesses centralistas e esvaziadores do interior do nosso país.
Aqui estamos, a propor medidas e acções. Primeiro, que nos encontremos, as forças vivas da região e da diáspora. Depois, que saibamos partir para a conquista dos nossos direitos, não abdicando dos deveres e das decisões que serão nossas, têm de ser nossas, finalmente.
A palavra de partida está dada. Que ninguém falte, ao nosso encontro de trasmontanos e durienses, de gente que abre a porta a todos, mas que também saberá fechá-la a quem nos trai e empobrece.