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Tel. 217939311 Fax 217939198
e-mail: ctmad.lisboa@gmail.com
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2007.09.14
LANÇAMENTO DO LIVRO DE AUGUSTO ABREU LOPES CEPEDA

"PARAGENS DE OUTROS PERCURSOS E NOTAS BIOGRÁFICAS DE UM TRANSMONTANO"

Aos leitores do NTMAD deixo aqui o meu testemunho acerca do lançamento deste livro, ocorrido a 18 de Junho, no Salão Nobre da CTMAD.

Com o Presidente da Assembleia Geral da CTMAD, Tenente-General Alípio Tomé Pinto, na Mesa de Honra e por delegação do Presidente da Direcção proferi, a iniciar, algumas palavras de saudação e de boas-vindas a todos os presentes, referindo a honra que tal participação constituía para a CTMAD.

Sublinhei o facto da CTMAD, na oportunidade, dar mais um passo certo na sua caminhada secular em prol da defesa de alguns dos nossos melhores valores, como sejam, o culto das tradições, o respeito pelas raízes culturais, a dignificação dos que nos antecederam e o estabelecimento de pontes entre o passado que nos foi legado e o porvir que queremos, por tais valores, sustentado.

Realcei a circunstância do livro se enquadrar, também, neste propósito e de se constituir como obra que nos faz ser peregrinos sem deixarmos de ser transmontanos, que nos faz apetecer deambular mas, ao mesmo tempo, regressar ao torrão natal, um livro que nos abre horizontes sem esquecer as referência que nos são comuns.

Tomou então a palavra o Dr. Amadeu José Ferreira, Dig.mo Professor da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e ilustre associado da CTMAD o qual, na sua qualidade de apresentador da obra e depois de "corrigir" o Autor de alguma inexactidão ao menorizar, a dialecto, o Mirandês, enalteceu alguns aspectos peculiares da obra, dando ênfase à importância que Augusto Abreu Lopes Cepeda atribuiu, em diversas passagens, às suas origens (radicadas em Argozelo, Vimioso, com alusão reiterada ao ali venerado S. Bartolomeu) e à família (com a suposta ligação a Teresa de Cepeda y Ahumada, Doutora da Igreja, conhecida por Santa Teresa de Ávila). Sublinhou o seu desmedido interesse na valorização e divulgação do nosso património histórico e artístico e valorizou o seu empenhado bem-fazer ao próximo, traduzido em participação activa em diversas e prestigiadas instituições de benemerência.

O Autor, a encerrar, agradeceu emocionado, o generoso acolhimento aqui proporcionado, dirigindo as primeiras palavras ao Presidente da Direcção da nossa Casa Regional, havida como a primeira entre as demais, para referir que tal acolhimento lhe tocara profundamente o coração e lhe tinha feito assaltar felizes recordações.

E disse:

"Subi vezes sem conta as escadas do prédio n.º 20 da R. da Misericórdia, onde então florescia o ânimo dos meus maiores. Até quis festejar ali o meu feliz matrimónio, acontecido, pode dizer-se, há sessenta anos! Encontram-se entre nós alguns dos convivas de então, enquanto que aqueles que nos deixaram estão guardados no meu espírito.

Dois distintos familiares tendo a ver com os meus progenitores, oriundos, respectivamente, de Argozelo e Sendim, emolduraram com a cor do ouro aquilo que trago. Valeram, pois, os respeitáveis sentimentos da família.

Agradeço a todos os que quiseram honrar-me com a sua presença".

Num significativo acto da mais pura generosidade e de grande amizade quis Augusto Abreu Lopes Cepeda ofertar à CTMAD a totalidade da receita produzida pela venda dos livros entretanto autografados.

Seguiu-se um muito participado jantar –convívio com familiares e amigos que culminou da melhor forma esta bela jornada cultural.

 


Posted at 15:26 by ntmad
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ANTÓNIO CRAVO

António Cravo, nosso associado de Salselas (Macedo de Cavaleiros), escreveu-nos de Paris dando conta da existência de mais uma Casa Regional Transmontana em Pavillons-sous-Bois, nos arredores de Paris, fundada já em 29 de Maio de 1994. Contamos, em breve, dar o devido relevo a esta associação logo que dela recebida informação acerca dos seus objectivos e actividades desenvolvidas.

 

Não queremos, porém, deixar de encomiar este nosso conterrâneo que, embora vivendo a maior parte da sua vida em Paris, não deixa de ser um associado zeloso, cumpridor com as suas obrigações e com a CTMAD no coração.

 

António Cravo, habilitado com o Curso Superior de Sociologia da Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais de Paris, condecorado com a Medalha de Ouro da Internacional de Artes e Letras de França, foi o instituidor do Museu Rural de Salselas (que aconselhamos a visitar) e possui notável obra literária da qual destacamos os seus principais títulos: Poesia ("Os desenraizados"; "Vozes dos Emigrantes em França"; "Poemas Rurais"); Conto ("O Drama da Linha do Tua"; "O Regresso"); Sociologia ("Les Portuguais en France et leur Mouvement Associatif"); História ("Subsídios para a História do Teatro Português em França"); Etnologia ("Os Pauliteiros de Salselas").

 

Há muito empenhado no associativismo da comunidade portuguesa radicada na região de Paris, tem leccionado para os nossos emigrantes e é colaborador assíduo de jornais de língua portuguesa ali editados.

 

Por curiosa, deixemos ele próprio testemunhar a história do seu pseudónimo:

 

"Cravo era a alcunha do velho camponês, pobre e analfabeto, António dos Santos Gonçalves, que passou a ser mais conhecido por António Cravo e que nascera na aldeia de Salselas a 26 de Outubro de 1886.

Esta linda alcunha passou para a família, prendendo-se, indirectamente, com o regicídio do rei D. Carlos I e que eu uso como pseudónimo do meu nome oficial, Jaime António Gonçalves, num acto de homenagem ao velho aldeão, meu avô materno.

Quando o meu avô foi cumprir o seu dever de militar coube-lhe a sorte de ser soldado na cidade de Penafiel. Alistou-se em 1906, ainda no tempo da monarquia em Portugal. Quando se deu o regicídio de D. Carlos (1 de Fevereiro de 1908), o meu avô ainda se encontrava no seu regimento em Penafiel. Então, houve uma ordem de serviço do quartel no sentido de que todas as praças, sargentos e oficiais que quisessem manifestar o luto pela morte do Rei podiam fazê-lo, deixando crescer as barbas ou, simplesmente, o bigode, segundo as informações que me transmitiu o meu avô.

O António foi um daqueles soldados que deixou crescer o bigode. Pouco tempo depois foi licenciado e regressou à sua terra natal, com a pele da cara menos curtida que o habitual pelo sol do campo, mais homem e com um bigode farfalhudo que lhe assentava bem no rosto da juventude. Na chegada à sua aldeia, dirigiu-se pela rua onde ficava, lá no cimo, a casa paterna, com uma varanda e escadas voltadas para essa rua, à maneira típica transmontana. Nessa varanda estava sentada a mãe de António Gonçalves. Dali via-se toda a rua até ao fundo. Quando aquela mãe viu um rapaz pela rua acima perguntou a alguém, que via melhor que ela, quem era aquele rapaz tão "pimpão". Essa pessoa respondeu-lhe que era o seu filho que chegava da tropa.

A Tia Maria da Neves, mãe de António, desceu as escadas, encaminhou-se pela rua abaixo ao encontro do filho. Quando chegaram um ao pé do outro abraçaram-se, beijaram-se e vendo o filho tão diferente com o belo bigode, pela primeira vez, exclamou cheia de alegria: "Oh meu filho, vens lindo como um cravo!".

Dali em diante toda aldeia só conhecia o António Cravo, que ressoou pelas aldeias vizinhas. Assim, quando este neto passou a escrever artigos e livros escolheu, então, para pseudónimo aquela alcunha do seu avô como acto profundo do seu reconhecimento, a fim de fazer chegar o mais longe possível o eco espontâneo de uma mãe cheia de amor e de alegria pelo regresso de um filho e porque este jovem "aceitou bem a alcunha, quase como verdadeira condecoração militar".

 

A CTMAD espera que António Cravo nos continue a dispensar a sua amizade e atenção pois de tal modo os nossos conterrâneos muito poderão usufruir da sua esclarecida actividade cultural e associativa.

 

                                                                                 António Cepêda


Posted at 15:04 by ntmad
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2007 - CENTENÁRIO DE MIGUEL TORGA

Nasceu em São Martinho de Anta, uma aldeia serrana de Trás-os-Montes, proveniente de uma família de condições humildes. "Pobre pássaro que nasce em ruim ninho", diria o avô à sua nascença.

Mas, segundo escreve Fernão de Magalhães Gonçalves, estudioso da sua obra, este ser "É uma Força natural, indomada, selvagem". Essa força leva-o a falar (escrever) da sua terra e de si, como irmão de urzes e fraguedos, numa linguagem indomável, de fidelidade às origens ancestrais, mas que o tornará também universal e intemporal, segundo António Cabral.

Muito galardoado e estudado, Miguel Torga continua a ser um dos escritores mais conhecidos.

E 2007 é o ano de todas as homenagens.

A criança, nascida Adolfo, "regou o milhão" ou segurou o candeeiro de noite para que o pai o fizesse , aprendeu a conduzir a água e aa distribuí-la pelos regos, malhou o centeio e o trigo, viu crescer o pão, pisou o vinho. Em Novembro, trspassado pela geada e pela nortada, debaixo de cargas de chuva, integrava o rancho que todas as manhãs apanhava castanhas de terça, no souto do mercador.

Na adolescência, no Brasil, foi vaqueiro, apanhador de café, laçador de cavalos e caçador de cobras.

De regresso a Portugal, chega a Coimbra em 1924 onde, em pouco tempo, na sua sentida fome de aprender, faz o curso geral dos liceus e 6º e 7º anos do curso complementar. Adolfo Correia Rocha licencia-se em medicina, escolhe a especialidade de otorrinolaringologista e fixa-se em Coimbra.

Convive com grupos intelectuais, escreve e escolhe para si o pseudónimo de Miguel Torga, nome que lhe ficará colado, como uma segunda pele, pelo qual conhecemos a sua obra literária.

Procura captar para a sua obra de prosador, poeta, dramaturgo, o fundamental da experiência de outro ser humano e, também, a sua própria experiência de vida, são transfigurados em actos artísticos pelo seu intenso impulso criador.

Torga é uma raíz encorporada e rija, nascida livre, nas serranias. Miguel Torga afirma-se sempre como homem e intelectual livre, facto que, inevitavelmente, naquele tempo, o levará a ser encerrado no Aljube.

Mas asas da imaginação não se prendem com grades.

Vasta e variada é a obra que nos legou apesar de alguns dos seus livros terem sido apreendidos pela "censura", designadamente o "Diário VII" e os "Contos da Montanha", livro este que passaá a editar-se unicamente até 1969.

Também sua mulher, que fora nomeada professora da Faculdade de Letras de Lisboa em 1945, é expulsa desta instituição por ter feito uma chamada especial de exames para alguns alunos grevistas, entre os quais se contavam Urbano Tavares Rodrigues e David Mourão Ferreira.

Em Outubro de 1945, numa entrevista ao "Diário de Lisboa", Miguel Torga declara "os artistas não constituem uma classe. São livres e mágicos servidores de quem tem a verdade e a história pelo seu lado. Ora a verdade e a história estão, como sempre estiveram, do lado do povo."

Ler, reler Miguel Torga, é a emoção do reencontro da obra artística na Verdade, na História, no sentido cósmico e no Telúrico.

_______________
Nota: Reflexão, com intertexto, depois ler, de Fernão de Magalhães Gonçalves, o seu livro de ensaio "Ser e Ler Miguel Torga".


Posted at 05:38 by ntmad
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2007.09.13
SUCESSO DE EXPOSIÇÃO DE PINTURA NOS E.U.A.

Terminou com êxito , nos Estados Unidos , a itinerância da exposição de Pintura de Balbina Mendes " Margens Douro , Nascente Foz " , que durante quase um ano e meio percorreu cidades de Espanha e Portugal , divulgando a beleza , os valores e as tradições dessa região norte da Península Ibérica.

 

As dezenas de óleos da pintora transmontana estiveram patentes ao público no amplo salão principal da Biblioteca Pública de Newark, a convite da comissão organizadora das comemorações do Dia de Portugal , com os apoios da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e da TAP.

 

A exposição teve numerosos visitantes de Nova Iorque e de cidades na periferia da grande metrópole americana , que designadamente apreciaram a ligação permanente que a exposição faz com textos de poetas e prosadores espanhóis e portugueses.Relevo especial merecem as visitas de alunos  de universidades dos estados de Nova Iorque e New Jersey, acompanhados por professores , nomeadamente alunos de Português , por iniciativa da leitora do Instituto Camões em Nova Iorque , dra. Mónica Pereira.

 

No decorrer das celebrações do 10 de Junho em Newark, Balbina Mendes foi uma das individualidades distinguidas com uma homenagem  que abrangeu algumas figuras públicas portuguesas e americanas.

 

Alberto Castro


Posted at 06:53 by ntmad
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2007.09.12
LANÇADA A "HISTÓRIA DA MISERICÓRDIA DE CHAVES"

A vida da actividade assistencial de uma instituição secular

A Santa Casa da Misericórdia de Chaves conta, a partir de agora, com a edição do livro "História da Misericórdia de Chaves", lançado recentemente. O novo "veículo" de comunicação dedicado à História da sua fundação, desde os primeiros passos datados do século XVIII até aos dias de hoje, representa um dos poucos exemplares no país, a dar a conhecer a vida de uma instituição secular.  

São 652 páginas com histórias, fotos, referências ao volume arquivístico da Instituição, registos descritivos do século XVIII do Hospital da Misericórdia, no campo da saúde, passando pela área alimentar, o conceito assistencial de vida, os reflexos das monarquias e repúblicas na vida das misericórdias e todas as mudanças sociais subjacentes.

 

De acordo com a autora, o livro retrata "não tudo, porque ainda ficou muito por dizer, mas muitos dos seus momentos áureos ou de tormenta ao longo dos quase quinhentos anos de vida da Instituição" e de todos os intervenientes que ajudaram a melhor servir o próximo.

 

Uma viagem "apaixonante" iniciada há alguns anos, cujo projecto da responsabilidade de Maria Isabel Viçoso ganha agora rosto. O livro onde estão historiadas e documentadas páginas da vida de Chaves pretende "dar corpo a um trabalho que evidenciasse a interessante e polifacetada vida da Santa Casa da Misericórdia de Chaves, dotada de um espírito que sempre procurou proporcionar cuidados assistenciais à sociedade mais carenciada, adaptando-se continuamente à filantropia dos tempos, às circunstâncias e aos novos problemas", salientou a autora. 

 

 

Novas valências e equipamentos ganharam vida

 

A obra de Maria Isabel Viçoso, membro da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Chaves, desde 2000, responsável pelo departamento de Património e Cultura pretende "abrir as portas" a um passado da Instituição que ajuda a compreender como ganharam vida outras valências e equipamentos, cada um com a sua história, nomeadamente: a Igreja, o Hospital, a capela do Calvário, a Escola de Artes e Ofícios, a Casa de Anciãos, as valências de Vidago, Vilar de Nantes, o Centro Educacional de Casas dos Montes, a Santa Casa da Misericórdia de Boticas, filha da Santa Casa da Misericórdia de Chaves dando a conhecer à população o "mundo da actividade assistencial no campo da solidariedade social".

 

Um facto que mereceu o reconhecimento das pessoas que a acompanharam no passado dia 12 enchendo o auditório do Hotel Forte de São Francisco, em Chaves, aquando da sua apresentação e que contou com o apoio da Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega (ADRAT) como "associação que tem sabido apoiar, dinamizar e desenvolver os valores culturais e tradicionais da região".

 

O provedor da Misericórdia de Chaves reconheceu na autora "a vontade pessoal, o rigor histórico, a persistência, o trabalho, o amor à causa da solidariedade e da cultura e acima de tudo o espírito de servir uma causa", lembrando o papel que a Misericórdia de Chaves detém no contexto nacional e a relevância que assume na sociedade civil, pelo "espírito solidário e a tenacidade" de todas as anteriores mesas administrativas e a luta que ainda hoje é travada em "desafiar preconceitos, enfrentar os desafios das mudanças, inventar novas respostas socais, ser singular nos princípios e inovador na subsidiariedade e na solidariedade".

 

A acção desenvolvida nos últimos tempos recorda a efectiva participação da Misericórdia de Chaves na região em que está inserida, estendendo ao longo do tempo o seu raio de actuação, "dar cobertura na rede social do concelho de Chaves, dar corpo aos desafios da formação ao nível inter médio e superior através da participação e criação da Escola Profissional e da Escola Superior de Enfermagem, dar expressão efectiva aos encontros de idosos". Nuno Rodrigues não deixou de referir ainda a capacidade que instituição possui como "a maior prestadora de serviços sociais do distrito de Vila Real e uma das cinco maiores do norte do país sendo igualmente a maior empregadora privada de Trás-os-Montes e Alto Douro na assistência ao maior número de famílias".

 

 

"Faz parte integrante da cidade, do concelho e da região"

 

Mas a vida das misericórdias é algo que "fascina" e isto mesmo é o que pretende demonstrar este livro que "se tornará incontornável na história do nosso município", salientou o presidente do Município de Chaves, João Batista, referindo a propósito que a História da Misericórdia de Chaves é uma parte integrante da História da cidade, do concelho e da região", pelo enriquecimento que ela representa e acrescenta "à identidade e à dignificação do nosso passado, a transportar para o presente a nossa vontade e capacidade de participação na realização daquilo que queremos".

 

Dirigindo-se aos leitores, o professor catedrático da Universidade do Minho, António Manuel de Sousa Fernandes, a quem coube a apresentação da obra alertou para uma sugestão de leitura, dada a "inúmera informação que recolhe, em vez de ser lido como romance ou um livro de História deve ser sobretudo mantido como uma espécie de enciclopédia, onde podem ser feitas pesquisas por datas ou temáticas".

 

O padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), realçou o contributo e a importância desta obra para a "divulgação do trabalho realizado pelas instituições de solidariedade social".

 

Tem sido preocupação da direcção da Misericórdia de Chaves a preservação e o restauro de todo o seu património histórico e cultural. Como forma de dar a conhecê-lo à comunidade esteve patente na antecâmara do auditório, uma exposição que reuniu um conjunto de peças museológicas que fazem parte do acervo da Instituição.

 

Chaves foi uma das primeiras vilas a aceitar o convite da rainha D. Leonor, fundadora das Misericórdias, quando em 1516 estabelece o primeiro compromisso com a Confraria da Misericórdia de Lisboa, cujo exemplar também fazia parte da mostra.

 

De referir que a "História da Misericórdia de Chaves" vem juntar-se a outras publicações já editadas sobre a Misericórdia de Chaves. Entre algumas revistas existe a segunda edição do livro "Azulejos da Misericórdia" do Padre António Cerimónias, 1927, "Misericórdias do Distrito de Vila Real, Passado, Presente e Futuro", 1998 e "Arquivo da Santa Casa da Misericórdia de Chaves e Boticas" do mesmo ano, dois livros editados através de um protocolo com o Arquivo Distrital de Vila Real e ainda "A Igreja da Misericórdia", de Maria Isabel Viçoso, de 2001.

 

 

 


Posted at 19:41 by ntmad
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2007.09.08
AS 7 MARAVILHAS... À MESA

 

Assistimos a 07 de Julho à proclamação das 7 novas Maravilhas do Mundo, e em simultâneo à nomeação das 7 Maravilhas de Portugal. Não quero entrar nos detalhes sobre a forma de encontrar os finalistas. Enfim estamos numa época de grandes avanços tecnológicos e esses mesmos podem perverter os sentidos dos votos. A organização era privada e os resultados têm o valor que cada um lhe quiser atribuir. Por alguma razão a UNESCO se afastou dessa classificação e também não quis comentar. Quero só lembrar o pedido feito aos brasileiros e decerto, pelas suas reacções, o Cristo do Corcovado lá ficou.

 

Quanto às maravilhas portuguesas apetece-me divagar um pouco mais. O Castelo de Guimarães, enquanto património nada se compara com o Castelo de Bragança. A votação, se calhar, teve mais a ver com a emoção do nascimento de Portugal. Um pequeno castelo como símbolo da Nação…! Depois o Castelo de Óbidos. Bem o Castelo é interessante, está lá instalada a primeira Pousada de um edifício histórico (desde 1950), mas para mim o interessante é o conjunto de Óbidos dentro das muralhas. Com o seu casario e as Igrejas.

 

Em simultâneo um grupo hoteleiro e de restauração lançou, via net, um concurso para eleição das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa de que faziam parte para votação pública as seguintes por ordem alfabética: Alheiras de Mirandela, Amêijoas à Bolhão Pato, Arroz de Cabidela, Arroz de Marisco, Bacalhau à Lagareiro, Cozido à Portuguesa, Cabrito Assado, Caldo Verde, Carne de Porco à Alentejana, Francesinhas, Leitão da Bairrada, Leite Creme, Migas, Ovos Moles de Aveiro, Pasteis de Bacalhau, Pastel de Nata, Polvo à Lagareiro, Presunto de Chaves, Queijo Serra da Estrela, Queijo da Ilha de São Jorge e Sardinhas Assadas. Apetece-me perguntar, tratando-se de Gastronomia, porque não estavam representados os Vinhos? Pelo menos o Vinho do Porto que seria mais um representante da nossa região. Já não querendo entrar na polémica, as alheiras porquê as de Mirandela? Evidentemente que nestas questões nem sempre é possível contemplar todas as opiniões ou vontades. Sobre as alheiras eu tenho uma posição bem definida, e sobre a qual já tenho escrito. Fico muito contente quando se escreve sobre alheiras independentemente da sua origem.

 

Bem, os apurados foram por número de votos: Cozido à Portuguesa, Pastel de Nata, Leitão da Bairrada, Queijo da Serra, Caldo Verde, Sardinhas Assadas e Carne de Porco à Alentejana.

Lá ficaram de fora as duas especialidades transmontanas!

 

Todas estas iniciativas, em Portugal, servem para ajudar a melhorar o nosso auto estima, mesmo que os critérios e os resultados não sejam inteiramente do nosso agrado. Ajudam-nos também a reflectir um pouco. Por isso, pelo menos, devemos apoiar todas estas iniciativas. E servem também para que não se escreva só sobre futebol, apesar de este ter surgido em duas oportunidades na cerimónia dia 7 de Julho.

A Escola Secundária Abade de Baçal, de Bragança, organizou uma votação para eleger as 7 Maravilhas de Trás-os-Montes. Ganharam: Domus Municipalis de Bragança. Castelo de Bragança, Santuário do Santo Cristo de Outeiro, Palácio dos Távoras de Mirandela, Igreja dos Clérigos de Vila Real, Palácio de Mateus de Vila Real e Barragem do Picote. A mesma escola promete para Outubro a eleição dos Sete Mamarrachos. Esperemos com atenção, e alguma ansiedade, para possivelmente assistirmos aos desmandos do crescimento urbano não controlado, ou de mau gosto.

 

Mas o que eu gostaria mesmo era de lançar uma eleição das 7 Maravilhas de Trás-os-Montes e Alto Douro à Mesa. Terá este Jornal ou esta Casa, em associação com as outras Casas congéneres, condições para organizar uma eleição destas? Onde estão os voluntários?

Naturalmente que estou disponível. Aguardo as vossas disponibilidades.

 

E parece-me muito útil fazer um exercício deste tipo pois acaba de ser publicado um livro de uma colecção de 21, com o título pomposo de "Guia Gastronómico de Portugal" e cujo volume 13 é dedicado a Trás-os-Montes e editado pela Ciro Ediciones, SA de Barcelona.  Por acaso esta editora já tem um livro de receitas de cozinha de Portugal que tive a oportunidade de criticar pela ausência de rigor e falta de representatividade. Até parece um livro feiro à pressa e sem consultar, em Portugal, que sabe. Relembro o que escrevi no Jornal da CTMAD de Junho/Julho de 2006.

 

Ora o livro agora apresentado de "Trás-os-Montes", que contou com a colaboração de 3 cozinheiros que eu muito prezo, não ilustra a nossa Região em termos de receituário.

 

O texto introdutório contém algumas imprecisões. A começar por definir a região. Quanto ao receituário apenas apresento alguns exemplos pela negativa: melão com presunto (pela vulgaridade e pela ausência da qualidade ou origem do presunto), sopa provinciana (igual em todo o País), patê do Chefe Eliseu (trata-se de um livro que identifica uma região, a receita é boa mas não serve os objectivos), bacalhau à transmontana (coberto com molho Bechamel???), rodovalho no forno (de que sítio, sem ser a costa, isto é especialidade?), depois 2 postas (porquê diferentes e uma delas acompanhada por rosti?), na introdução ainda nos referem o fricassé de pato com canela! No capítulo das sobremesas: charlotte de morangos, delícia de natas, folhado de framboesas, bolo de morango e tarte de laranja (e é apresentada torta). Esqueceram-se das maravilhas de comida da verdadeira tradição transmontana.

Um capítulo excelente de cozinha de autor, com referências e produtos transmontanos, do Chefe Manuel Gonçalves.

 

Defendamos aquilo que ainda é nosso.

 

BOM APETITE!

 


Posted at 10:36 by ntmad
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2007.09.04
COMEMORAÇÕES DO 102º ANIVERSÁRIO DA CTMAD

PROGRAMA


Dia 21 de Setembro (Sexta-Feira)
Local : Sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

19:00 - "Ilustres Judeus Transmontanos" – Palestra pelo Prof. Adriano Rodrigues.
20:00 - Jantar regional.


Dia 22 de Setembro (Sábado)
Local : Salão de Festas do Vale Fundão (Junta de Freguesia de Marvila)
Azinhaga do Vale Fundão (junto ao cruzamento do prolongamento da Av. dos Estados Unidos da América com a Av. Infante D. Henrique)
Autocarros: 755 (nas proximidades: 82, 718 e 794)

18:30 - Concentração (recepção de associados e amigos, regularização de quotas, pagamento inscrição para o jantar, aquisição de livros e lembranças, etc.).
19:00 - Início da sessão comemorativa. Saudação de boas vindas.
19:10 - Lançamento da Revista do Centenário da CTMAD. Apresentação.
19:30 - Agraciamento aos sócios mais antigos. Distribuição de diplomas e de lembranças.
20:00 - Convívio dos participantes com distribuição de aperitivos.
20:30 - Jantar de confraternização.
22.00 - Sessão de fados pelo Grupo da Associação Cultural do Fado (ACOFA).
24:00 - Corte de bolo de aniversário e distribuição de champanhe.
Grupo "Maranus" - Música para dançar.
01:00 - Encerramento da festa.


Dia 23 de Setembro (Domingo)
Local : Igreja de S. Maximiliano Kolbe

10:30 - Arruada em Chelas pelo Grupo de Bombos de Mondrões.
11:00 - Missa evocativa dos sócios falecidos.
Celebração a cargo do Rev.º P.e João Parente, com a participação da Tuna Musical de Bisalhães (Vila Real) e o Coro Vocal da Paróquia de Mondrões (Vila Real).
14:30 - Arruada no Campo Pequeno pelo Grupo de Bombos de Mondrões.


Nota Importante:

A participação em ambos os jantares (que serão servidos à mesa, em lugares sentados) exige a prévia inscrição na Sede da CTMAD até à antevéspera dos dias assinalados.
O preço de cada refeição é de 15 €.
 

Posted at 19:07 by ntmad
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2007.08.26
COMUNICADO

por Miguel Torga

 


      Na frente ocidental nada de novo.

      O povo

      Continua a resistir.

      Sem ninguém que lhe valha,

      Geme e trabalha

      Até cair.

 


Posted at 20:02 by ntmad
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A TERRA

por Miguel Torga 

  

    Também eu quero abrir-te e semear

     Um grão de poesia no teu seio!

     Anda tudo a lavrar,

     Tudo a enterrar centeio,

     E são horas de eu pôr a germinar

     A semente dos versos que granjeio.

 

 

     Na seara madura de amanhã

     Sem fronteiras nem dono,

     Há de existir a praga da milhã,

     A volúpia do sono

     Da papoula vermelha e temporã,

     E o alegre abandono

     De uma cigarra vã.

 

 

     Mas das asas que agite,

     O poema que cante

     Será graça e limite

     Do pendão que levante

     A fé que a tua força ressuscite!

 

 

     Casou-nos Deus, o mito!

     E cada imagem que me vem

     É um gomo teu, ou um grito

     Que eu apenas repito

     Na melodia que o poema tem.

 

 

     Terra, minha aliada

     Na criação!

     Seja fecunda a vessada,

     Seja à tona do chão,

     Nada fecundas, nada,

     Que eu não fermente também de inspiração!

 

 

     E por isso te rasgo de magia

     E te lanço nos braços a colheita

     Que hás de parir depois...

     Poesia desfeita,

     Fruto maduro de nós dois.

 

 

     Terra, minha mulher!

     Um amor é o aceno,

     Outro a quentura que se quer

     Dentro dum corpo nu, moreno!

 

 

     A charrua das leivas não concebe

     Uma bolota que não dê carvalhos;

     A minha, planta orvalhos...

     Água que a manhã bebe

     No pudor dos atalhos.

 

 

     Terra, minha canção!

     Ode de pólo a pólo erguida

     Pela beleza que não sabe a pão

     Mas ao gosto da vida!

 


Posted at 19:48 by ntmad
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2007.07.18
A SITUAÇÃO DA NOSSA REGIÃO, JUNTE-SE A NÓS!

Sessão preparatória do Encontro Regional proposto pela CTMAD, no dia 28 de Julho, às 9:30, no Auditório Municipal de Mirandela.

A HORA APROXIMA-SE !

Estamos no limiar de uma nova atitude em Trás-os-Montes e Alto Douro.

A vida de todos nós agrava-se. As aldeias e vilas continuam a desertificar-se. Os jovens, os recém licenciados, a seiva viva do nosso povo é obrigada a saír para o litoral ou para o estrangeiro. Perdemos gente e perdemos indtituições em cada distrito e na região.

O sobressalto positivo impõe-se. Por isso, Autarquias Locais, instituições ainda decisivas em cada terra, intelectuais, personalidades dos mais diversos quadrantes, as forças do trabalho e da inteligência, os sindicatos, as associações empresariais, culturais, sociais, desportivas e cívicas, os partidos políticos, as Casas e Associações Regionais e Concelhias representativas, sedeadas no nosso país e no estrangeiro, têm de unir-se e reunir-se o mais breve possível, na região, para analisarem a situação e decidirem o que vamos fazer para impedir que Trás-os-Montes e Alto Douro seja, a breve prazo, definitivamente sacrificada pelos que prometem e voltam a prometer e, afinal, só actuam para beneficiar o litoral, as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, os interesses dos que não privilegiam nunca um desenvolvimento sustentado e integrado.

Estamos no limiar de uma nova perspectiva e de uma nova acção, decisiva, para defendermos a nossa terra, cada uma das nossas terras, as nossas gentes, a nossa economia, identidade e cultura. Por isso, propomos que seja realizado um encontro em Outubro, para decidirmos o que vamos fazer por Trás-os-Montes e Alto Douro. Poderemos marcar um novo Congresso da região trasmontana e duriense, para realizarmos em 2008. Poderemos e deveremos estudar, marcar e preparar as iniciativas que entendermos adequadas, para que nunca mais nos impomham decisões perigosas e destruidoras do nosso futuro.

Para que tenhamos uma palavra firme, as palavras e os actos que entendermos levar a cabo em defesa do progresso da nossa terra.

Está nas nossas mãos e temos de avançar. Hoje, não há mais lugar para os titubeantes, para os que acabam sempre por concorrer para o reforço dos Terreiros do Paço que há em Lisboa e há em qualquer lado onde sopram os interesses centralistas e esvaziadores do interior do nosso país.

Aqui estamos, a propor medidas e acções. Primeiro, que nos encontremos, as forças vivas da região e da diáspora. Depois, que saibamos partir para a conquista dos nossos direitos, não abdicando dos deveres e das decisões que serão nossas, têm de ser nossas, finalmente.

A palavra de partida está dada. Que ninguém falte, ao nosso encontro de trasmontanos e durienses, de gente que abre a porta a todos, mas que também saberá fechá-la a quem nos trai e empobrece.

 


Posted at 07:51 by ntmad
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© 2007 Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CTMAD). O material noticioso aqui apresentado apenas poderá ser utilizado mediante acordo prévio da CTMAD e dos seus autores. Para mais informações poderá contactar-nos. A edição online pode não conter a totalidade da edição em papel mas apenas alguns artigos.