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2007.11.07
LUÍS URGAIS APRESENTA LIVRO NA SEDE DA CTMAD, NO PRÓXIMO DIA 15


Posted at 07:20 by ntmad
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2007.11.05
A RELIGIÃO E A COMIDA

 

Enquanto estou a escrever esta crónica ainda decorre o Ramadão. Como todos sabem o Ramadão é um período de jejum dos muçulmanos que decorre durante cerca de um mês não podendo alimentar-se, os seus crentes, no tempo que decorre do nascer ao por do Sol. Faz parte das obrigações dos bons muçulmanos. Para alguns o período de jejum, e o sentimento da fome, faz-lhes pensar nos que têm fome e por isso se obrigam a contribuir para alimentar os pobres.

 

Para evitar riscos de não cumprimento, existem tabelas que indicam a hora, dia a dia, a partir da qual se pode fazer uma refeição. Já tinha estado várias vezes em países de religião muçulmana durante o Ramadão mas não tinha reparado na sua influência no quotidiano como assisti na Turquia. A primeira, e muito visível para um turista, é o anúncio em muitos restaurantes de preço especial para o “Iftar”, com indicação de preço fixo, e promocional, com a composição da ementa. Obviamente sem álcool. “Iftar” é o jantar que se segue ao período de jejum diário. No fim do Ramadão têm ainda um dia especial, que é o dia da quebra do jejum. Sem querer comparar podemos associar a Quaresma com o final no Domingo de Páscoa que é um dia de grandes comemorações gastronómicas.

 

Tive a sorte de ser convidado para participar num “Iftar” organizado diariamente por um negociante de tapetes. Nesta refeição estavam presentes para além do anfitrião, os seus trabalhadores e outros colaboradores, familiares e amigos. A refeição começou religiosamente às dezanove horas e dois minutos, conforme referia a tabela.

 

As mesas foram improvisadas pois o número de convivas ultrapassava a vintena. Não havendo lugares diferenciados as pessoas iam-se sentando à volta das mesas conforme iam chegando. Estava já colocado na mesa o pão, baixo e de mistura de farinhas, e uma salada de alface e tomate. Depois cada lugar tinha um prato, um copo, e uma colher e um garfo.

 

Foi colocado à frente de cada um de nós um prato alto com sopa: Sopa de Galinha com Aletria que vinha acompanhada com meio limão. O anfitrião avisa-nos que o limão é fundamental para o gosto da sopa e que cada um deve espremer a quantidade que entender. A sopa parecia um puré de cor clara. Provei sem limão e depois comi com limão. De facto a acidez do limão ajudava a compor o gosto final. Enquanto comia, e porque as conversas fluíam com entusiasmo, não tive coragem de perguntar como se fazia esta sopa. Já terminada a refeição lá perguntei ao dono da casa, que me confessou ter sido ele a confeccionar, a receita. No meio de um inglês pouco fácil remeteu-me para um amigo, e conviva do jantar, que me explicasse a respectiva confecção. Julgo ter anotado com cuidado e assim: cortam-se cubos da carne branca de frango que se alouram em manteiga até ficarem apenas selados. Regam-se com caldo de carne com muita abundância e quando estiver a ferver junta-se aletria para cozer em conjunto. Junta-se massa de pimentão picante e tempera-se com sal e pimenta. Deixa-se ferver até estarem o frango e a massa muito bem cozidos. Retira-se do lume e reduz-se a creme com uma varinha mágica. Serve-se com sumo de limão.

 

Não sei se a receita está completa. A sopa que lá comi estava deliciosa.

 

Depois foi servida uma taça grande de arroz branco, coberto de um apurado picado de cordeiro. Cada um com garfo ou colher retirava uma porção. Não havia pratos individuais, mas também não havia discussão dos pedaços retirados.

 

Para terminar os famosos Baklavas, doce típico turco que consiste num pequenos rolos de massa folhada recheados de frutos secos trabalhados com mel. Alguns acreditam que tem poderes afrodisíacos!

 

Para beber apenas água e refrigerantes, e no final o tradicional chá vermelho da Turquia.

 

Mas mais importante que a própria comida foi o acto de comer em conjunto. A forma como decorreu o encontro, valeu mais que o valor gastronómico da refeição e o quase festejo de se alimentarem depois do sacrifício imposto pela religião. Que confessam não ter sacrifício, algum expressando-se com convicção. Curioso notar que um elemento quase não comia. Discretamente interroguei-o e disse-me que não tinha muita fome pois cumpria pouco com aquela prática religiosa. Afirmava, nos seus vinte anos, que tinha descoberto os prazeres da vida…!

 

Estas questões de religião são sempre difíceis de abordar pois começa-se sempre por uma questão de fé. Naturalmente sem discussões. O curioso é observar como todas as religiões interferem, e sobretudo marcaram, nos hábitos alimentares em todo o mundo.

 

Concretamente a carne, que é um dos alimentos mais valorizados, é em simultâneo o produto mais perseguido, com mais medos, e mais proibido. Da mesma forma que é dos produtos mais exultados, e continuando a ser um elemento identificador da gula.

Se o cabrito, borrego ou cordeiro são dos animais mais aceites e glorificados na alimentação de várias religiões, o porco é o mais banido.

 

Cá por Portugal, ou por razões económicas (o porco faz parte dos alimentos de subsistência), ou por observação ou provação para denúncia dos judeus, elevámos, e com muito saber e múltiplos sabores, o porco a elemento permanente da nossa culinária regional. E mais com honras de alto pedestal, utilizando da ponta do focinho à ponta do rabo. E as suas entranham também.

 

O porco foi o principal elemento diferenciador entre os cristãos de um lado e os muçulmanos e judeus do outro.

 

Hoje em dia para muitos a religião passa pela estética do corpo e as carnes e outros alimentos são trocados por vegetais e muitas vezes por pouca comida… e com a ausência dos seus prazeres.

 

BOM APETITE!

 

© Virgílio Gomes


Posted at 06:12 by ntmad
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2007.11.04
A FOME !...

por José Agostinho Fins

 

Fome!... alimento da abundância extravagante, gulosa, desmedida,

Nos salões dourados e palácios cristal da crueldade e vilania,

Nas noites negras do prazer, da cegueira mais esquecida,

Das figuras sem figura, de sorriso oco, de alma sem alma e vazia!...

 

Fome!... pasto da pobreza envergonhada, de olhar frio e baço,

Vivendo na esperança vã de não ter de seu mesmo nada,

Ou na revolta de não poder erguer-se da condição humilhada,

Estampada no rosto, de quem à caridade estende o braço!...

 

Fome!... prenúncio cruel de corpo sadio que vai morrendo,

Invólucro inerte de alma sofrida já feita toda em pedaços,

Em lancinante agonia, percorrendo os caminhos da sorte!!...

 

Bailado de salsas lágrimas no rosto de cera correndo

De mulher embalando já feito nada filho seu nos braços!...

Fome!... espada nua, afiada, sombra negra da morte!...

 

 

 

Agrochão - Vinhais

06/Setembro/2007    //    23:40


Posted at 19:43 by ntmad
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2007.11.01
GOMES MONTEIRO, VULTO DAS LETRAS TRANSMONTANAS E NACIONAIS

por Paulo Sá Machado

 

Até há bem pouco tempo poucos se lembrariam de algumas obras escritas por Joaquim Gomes Monteiro, assim como do seu rico e interessante percurso de Jornalista. Escritor, Ensaísta e Director de Jornais e Revistas, algumas delas referências no panorama literário nacional.

 

Depois da reedição de “Feras no Povoado”, um dos romances mais significativos de Joaquim Gomes Monteiro, edições Caixotim e incluído na prestigiada colecção “Caixotim Clássico”, a edição também em Galego numa tradução de Concha Martinez, “Feras na Vila – Memorias dun Guerrilleiro”, podemos dizer que Gomes Monteiro está junto aos Mestres da Literatura Portuguesa, lugar que há muito merecia ocupar.         

 

A Câmara Municipal reconheceu o prestígio do Escritor e filho de Boticas, pelo que propôs ao Ministério da Educação que à Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Boticas, fosse atribuído o nome de Gomes Monteiro, o que veio a acontecer por Despacho nº 12 980/2007 de 31 de Maio. Assim as Escolas de Boticas foram rebaptizadas como Agrupamento de Escolas Gomes Monteiro, Boticas.

 

Gomes Monteiro nasceu em Boticas a 5 de Junho de 1893, filho de Joaquim Maria Monteiro Chaves, também natural de Eiró, abastado comerciante e industrial, com negócios em Ramos, Rio de Janeiro, Brasil, onde esteve estabelecido durante quarenta anos, e de Mafalda Gomes de Vilarinho Seco, lugar das Alturas.

 

Cedo foi Gomes Monteiro para o Porto, onde frequentou o Liceu. Com 19 anos de idade inicia as suas lides jornalísticas. Em 1912 dirige “A Voz de Leça”, para no ano seguinte, orientar e praticamente dirigir “Notícias de Cantanhede”.

           

No Porto, vive na Casa Amarela, na Rua Oliveira Monteiro, que pertencia a seus familiares e onde foi acolhido, após a sua saída de Boticas. Em 1913-1914 colabora no Jornal “A Manhã”

 

Após o seu regresso a Lisboa, em 1915, depois de ter participado em Angola, nas campanhas do sul da Colónia, entrou para o Diário “A Situação”, chegando a Chefe de Redacção. Seguidamente, transfere-se para a redacção do ”Século”e passa para o “Diário de Notícias”. Começa por ser redactor, sobe profissionalmente e estava no arquivo quando a morte o leva.

 

O ano de 1932 é o de maior criatividade de Gomes Monteiro, publica o seu primeiro livro de poesia “As Mulheres que amaram Jesus”, com uma dedicatória “Às santas velhinhas da minha terra que embalaram a minha orfandade orgulhosa” e um importante depoimento-prefácio onde se identifica com as suas origens – Eiró - Boticas. Interessante verificar-se que Gomes Monteiro recorda com profunda saudade o seu Barroso, seu Eiró, a sua Boticas, sempre presente na sua obra.

 

Demonstra nesta obra a sua alma de poeta (que também o era), uma profunda tristeza por não ter sido acarinhado por seus pais, de quem sempre esperou uma palavra amiga, de um agasalho, de carinho.

 

Também publica “A Freira que morreu de amor (Soror Maria da Misericórdia)”, “… pretendemos fazer a apresentação duma freira portuguesa que, apaixonada por certo capitão francês, se perdeu e morreu de amor. Todos irão supor – estamos mesmo a vê-lo – que se trará da famosa Soror Mariana Alcanforado, de saudosíssima memória … Pois não é assim”.

 

Também em 1932, ” faz sair, “Vieira de Castro e a sua tragédia”, que dedica à Memória do “Zé Pires”, modesto condenado a trabalhos forçados no Depósito Geral de Degredados de Luanda, um interessante livro camiliano, onde o romancista e Ana Plácido são protagonistas

 

No ano seguinte 1933, sai “A inocência de Urbino de Freitas”, história romanceada do médico, Professor da Escola Médico Cirúrgica do Porto (mais tarde Faculdade de Medicina da U.P.) que foi acusado inocentemente (?) de ter envenenado os seus sobrinhos.

 

“A Dama do Seio Mutilado” dado à estampa em 1934 é uma obra  baseada no percurso amoroso de um seu Amigo, onde este lhe conta a sua história de amor, com uma donzela russa, que o levou ao suicídio em Londres.

 

Em 1941 e numa edição de Romano Torres, surge o livro de Gomes Monteiro dedicado a “Bocage Esse Desconhecido”, que é quase um repositório do percurso literário e poético de Bocage, para além de um retrato rectificativo do imaginário criado à volta do satírico, mordaz e inteligente poeta.

 

O “Anti-livro de S. Cipriano” mereceu na “Vida Mundial Ilustrada” de 16 de Abril de 1941 o seguinte referência: “Jornalista e escritor com uma obra sincera e fecunda como se impôs, há muito tempo, à consideração da crítica e à preferência do público. O ilustre romancista de “A Dama do Seio Mutilado”, o historiador de “As Duas Catarinas da Rússia”, o poeta de “As mulheres que amaram Jesus” e autor de tantas outras obras que, a seu tempo, mereceram os melhores louvores aos comentadores do panorama literário português, lançou agora um novo volume que, desde já se afirma como um extraordinário êxito de livraria – O Anti-livro de S. Cipriano” – obra cheia de curiosas revelações e de ensinamentos, mais uma notável contribuição para a sua brilhante carreira literária.”

 

O livro “Vencidos da Vida” – Relance Literário e Político da Segunda Metade do Século XIX – surge em 1944, numa edição Romano Torres. Aparece a célebre foto de Eça de Queiroz, Oliveira Martins, Antero de Quental, Ramalho Ortigão e Guerra Junqueiro, e uma outra já com o grupo de os “Vencidos da Vida” completo, onde, para além dos referenciados, se podem ver: Conde de Ficalho, António Cândido, Conde de Sabugosa, Carlos Lima Mayer, Carlos Lobo de Ávila, Marquês de Soveral e Conde de Arnoso.

           

A sua obra mais emblemática, “Feras no Povoado”, é um interessante e preciso relato da vida no Barroso, com especial incidência em Eiró – Boticas, editado em 1947, pela Empresa Nacional de Publicidade, este romance sobre Boticas e as suas gentes tem ilustrações de Stuart de Carvalhais (1) representando a Vila, como era em 1940.

           

Dedica o romance à sua irmã que não chegou a conhecer.

           

A veneranda freguesia do Eiró, situada na falda meridional do Leiranco, continua a ser, com pequena diferença, o que era há duzentos anos. Hoje, quem trepar ao planalto barrosão, encontrara ainda a brenha selvagem dos tempos de Nuno Álvares, que segundo a tradição, ali teve senhorios…

           

Assim inicia Gomes Monteiro o seu romance, um defensor do “cabralismo” raro para a época, contra os miguelistas e a esquerda liberal.

           

Como curiosidade, refira-se que este ano (2007) se assinalam 60 anos da edição das “Feras no Povoado” de Gomes Monteiro.

           

É o seu romance mais conhecido e reconhecido. É um hino de saudade a Boticas, como se pode comprovar, bem como ao seu início de vida.  

 

A Editorial Minerva publica em 1948 “O Drama de Gomes Leal” com inéditos do Poeta. É a resenha quase biográfica, a que Gomes Monteiro imprime um ritmo e uma escrita cheia de requinte literário, que faz com que o biografado realce sobremaneira. Um requinte de escrita.

 

Em 1950, publica o seu último romance “A Revisão do Processo de Jesus”, que mereceu no Diário de Notícias a 26 de Março, a seguinte crítica:

Joaquim Gomes Monteiro usa o pseudónimo de “Sérgio de Montemor”. Como Jornalista no Diário de Notícias chega a Chefe da Biblioteca do Arquivo do Diário de Notícias, onde morre ao serviço do Diário lisboeta.

           

Dirige também o Jornal “Sports” e a revista “ Cine”, tendo sido redactor e depois Director do “Arquivo Nacional”, substituindo em 1939, o Director Rocha Martins, um franquista que é deputado monárquico em 1919.

           

Gomes Monteiro dispersa a sua extraordinária actividade por outros jornais e revistas, sendo redactor do “A B C” e da “Ilustração”, dirigida por João de Sousa Fonseca e editada pela Livraria Bertrand.

 

Dedica-se a escrever sobre história, estudos histórico-literários, ensaios políticos, biografias, fazendo incursão pela poesia, etc, como atestam os inúmeros títulos publicados. Praticamente todos os livros são profusamente ilustrados, uma curiosidade para a época, neste género de trabalhos. É também tradutor consagrado, tendo traduzido obras de Alexandre Dumas, Victor Hugo, Ponson du Terrail, entre outros.

 

O escritor, ensaísta, historiador e jornalista morre a 8 de Dezembro de 1950, com 57 anos, na Freguesia de S. Sebastião da Pedreira, Lisboa.

 

Hoje podemos afirmar que Gomes Monteiro, para além de ter voltado ao escaparate das Letras Portuguesas, tem a admiração e respeito de todos nós.

 


Posted at 09:54 by ntmad
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CONSELHO REGIONAL DA CTMAD - REUNIÃO DE 2007.10.09

Reuniu o Conselho Regional da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CTMAD) no passado dia 9 de Outubro de 2007. A Ordem de Trabalhos Proposta foi:

1.      Informações;

2.      Sessão preparatória do Encontro Regional proposto pela CTMAD de Lisboa — Mirandela, Julho de 2007

3.      Outros assuntos de interesse geral

A reunião iniciada às 18.20 horas, foi presidida pelo presidente da Mesa, Dr. Duarte Vaz, coadjuvado pelos Vice-Presidente e Secretário. Estiveram presentes 20 conselheiros, e justificaram a sua falta três conselheiros.

Iniciada a reunião, foi dada explicação aos Conselheiros do adiamento da reunião do Conselho que estava prevista para 2 de Outubro, a indisponibilidade do Vice-Presidente da Mesa. Seguidamente a acta da reunião anterior foi aprovada por unanimidade. No ponto de informações para além da referência ao aniversário da CTMAD, foi referido que o local aonde foi lançada a primeira pedra da Sede se encontrava muito maltratada, e que este facto era desmotivador dos sócios.

Passando ao segundo ponto da Ordem de Trabalhos, o Vice-Presidente da Mesa deu ampla informação aos conselheiros sobre a sessão de Mirandela em debate, por ter estado presente, tendo-se procedido a uma proveitosa troca de impressões, tendo sido referidos a importância de se prosseguir com esta iniciativa, e a necessidade de cada conselheiro estar cada vez mais em ligação com o respectivo Conselho, para ajudar ao sucesso destas iniciativas.

No terceiro ponto da Ordem de Trabalhos foi referida a necessidade de incluir na próxima ordem de Trabalhos um ponto sobre a questão da Sede social, e visto ser a última reunião, proceder-se ao balanço da actividade do Conselho Regional, devendo cada Conselheiro testemunhar de que modo contribuiu para a ligação ao Concelho de que é oriundo.

Sem mais questões a serem discutidas, e esgotada a Ordem de trabalhos, procedeu-se à marcação da próxima reunião, para o dia 11 de Dezembro pelas 18.00 horas, e o Presidente da Mesa deu por encerrada a reunião. Seguiu-se o habitual jantar de confraternização com a Direcção.

CTMAD, 9 de Outubro de 2007

A MESA DO CONSELHO REGIONAL DA CTMAD

 


Posted at 08:52 by ntmad
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2007.10.27
ASSEMBLEIAS GERAIS DA CTMAD EM JANEIRO 2008


Posted at 07:29 by ntmad
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2007.09.18
EDITORIAL DE SETEMBRO


Caros Amigos e Associados!

Após as boas e merecidas férias, aqui estamos de novo, de regresso à vida da Casa, para dizer a todos em geral e aos mais dedicados em particular que a vida da Casa não está fácil e, em jeito de triste desabafo, diremos que, desde há seis anos, esta é a pior crise, o mais pobre momento que enfrentamos.

Os associados, como repetidamente temos avisado, esquecem-se da Casa, não pagam as quotas e muito menos aparecem.

Querem que lancemos mãos do depósito a prazo para suportar as despesas correntes?

Amigos e associados, a propósito da crise, dou-vos um só exemplo: durante o mês de Agosto, não houve meios para pagar ao nosso funcionário e, apesar disso, não deixou ele, em colaboração com alguns membros da Direcção, de assegurar o funcionamento da Casa.

Só os associados poderão por termo a esta situação.

Mas, se esta é uma forma de reagir contra a actual Direcção e se pensam que esta é a atitude correcta, reconhecerão, com facilidade, que quem fica prejudicada é a Casa pelo que, bom era que os relapsos reflectissem um pouco sobre este assunto e digam, de uma vez por todas, se devemos ou não manter a Nossa Casa Trasmontanoduriense a fim de não nos obrigarem a incomodá-los e a tomar as providencias que cada caso em particular reclamar.

Aproxima-se a festa de aniversário da Casa, repartida por três dias e, como do programa se alcança, ele está marcado pela contenção da despesa.

O local escolhido não é o mais central nem será o melhor mas é, seguramente, aquele que menos custos importa e, em tempos de grandes dificuldades e escassez de meios que atravessamos, há que aproveitar a generosidade de um grupo de associados que conseguiu o espaço e gratuitamente executarão o jantar com noite de fados e de agradecer a amabilidade da Junta de Freguesia de Marvila.

A decisão sobre o local e o programa gizado obedecem ao desejo de a Casa homenagear a grande colónia de trasmontanodurienses ali residentes, porventura dos mais esquecidos da fortuna, mas dos mais disponíveis e generosos para com a Casa.

E, desta forma, honrando-os com a nossa presença, estamos também a prestar-lhes a nossa solidariedade e a agradecer-lhes os prontos contributos na execução das festas da Casa.

E, como todos sabem, esta Casa tem muita gente que pensa e, por vezes, muito bem, mas tem muita pouca gente que execute e menos ainda quem a apoie.

Por isso amigos e associados vamos todos aparecer massivamente na festa de aniversário da Casa, degustar uma boa posta de vitela da nossa Terra, a um preço de certo modo simbólico, cuja receita reverterá para as despesas correntes da Casa.

Por isso, em face da necessidade de superar a grande crise, ante o imperioso desejo/ necessidade de fortalecer o espírito trasmontanoduriense, perante a homenagem e agradecimento ao grupo de trasmontanodurienses do bairro do Condado e dos demais bairros da freguesia de Marvila, esqueçamos as dificuldades/contrariedades do local e do momento ou até alguns preconceitos e vamos todos estar presentes na festa do aniversário da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro.


Posted at 15:53 by ntmad
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SINTESE NOTICIOSA DE SETEMBRO

 

A A24 COLUNA VERTEBRAL PARA O DESENVOLVIMENTO TRANSMONTANO

Talvez a classificação de "dia histórico" possa parecer desmesurada, mas a verdade é que o dia 24 de Junho foi muito importante para todo o interior norte, para a região transmontana e, sobretudo, para o distrito de Vila Real. Com efeito, o Primeiro Ministro de Portugal, Eng. José Sócrates, ele próprio de naturalidade transmontana, acompanhado de representativa comitiva governamental, inaugurou, em Vila Pouca de Aguiar, o último troço da auto-estrada A24. Esta via, que para já liga a cidade de Viseu à Espanha, na fronteira de Vila Verde da Raia/Chaves, passa a constituir a verdadeira coluna vertebral rodoviária do distrito de Vila Real. Certamente que a excelência desta via irá atrair investimentos à Região extraindo dela e colocando nela reais valias que a situarão no plano do desenvolvimento que todos nós transmontanos desejamos. A A24, com uma extensão de 155 Km entre Viseu e Chaves (fronteira), é parte integrante do traçado IP3, projectado para ligar a cidade da Figueira da Foz à Galiza (Espanha).

 

A A7 LIGA-SE À A24

Um mês depois, a 28 de Julho, com a conclusão dos 5,3 quilómetros finais da A7, foi estabelecida, em Vila Pouca de Aguiar, a ligação da auto-estrada nº7 à A24, sendo agora possível partir de Vila do Conde, no litoral,  e, sempre em auto-estrada, chegar a Chaves, bem no interior, seguindo para Espanha e toda a Europa. A nossa região, sobretudo o distrito de Vila Real, está, finalmente, a ser dotado das acessibilidades de que sempre necessitou e reclamou para cortar o isolamento que a geografia e o desinteresse humano lhe ditaram durante séculos, havendo agora fundadas razões para vê-la dar o salto qualitativo no plano do desenvolvimento e da modernidade.

 

AQUANATTUR,UM PROJECTO TERMAL DE 48 MILHÕES DE EUROS PARA VIDAGO E PEDRAS SALGADAS.

A Unicer, proprietária da exploração das águas minerais do Vidago e Pedras Salgadas, decidiu investir na renovação dos Parques Termais, fazendo deles um pólo de elevado potencial económico industrial e turístico. A renovação passa pela recuperação do Grande Hotel Palace, do Vidago, pela construção de um SPA, nas Pedras Salgadas, pela conversão dos dois parques e ainda pela criação de infra-estruturas industriais capazes de rentabilizar no mercado interno e externo as marcas das águas Vidago e Pedras. O projecto de recuperação, apresentado ao público, em Junho  é da  responsabilidade do arquitecto Siza Vieira e a execução das obras foi atribuída à empresa Empreiteiros Casais.

 

RAÇA ASININA MIRANDESA

Há nas terras nordestinas transmontanas, sobretudo a norte do concelho de Miranda do Douro, uma raça de burros dotada de um conjunto uniforme de características que a tornam única e, como tal, classificada de património genético a preservar. Os burros desta raça apresentam as seguintes características morfológicas: Mais ou menos um metro e trinta de altura, corpulentos, de pelugem castanha escura, mais clara nos costados, branca no focinho e contorno dos olhos, pêlo comprido e abundante na face, nos costados, bordos das orelhas e extremidades das pernas, crinas abundantes, cabeça volumosa, fronte larga, franja sobre a fronte, arcadas orbitárias salientes, lábios grossos e fortes, orelhas grandes e largas na base com abundante pilosidade, arredondadas na ponta e dirigidas para a frente, olhos pequenos, pescoço curto e grosso, dorso curto tendendo para a horizontalidade, peitoral amplo com quilha saliente, ventre volumoso, membros grossos com pêlo abundante cobrindo os cascos, cascos amplos, grande amplitude no andamento, mas lento. Rústicos, sóbrios, longevos e polivalentes, estes simpáticos burros são valentes, dóceis, pacientes, sofredores, resistentes à seca e satisfazem-se com forragens pobres. Úteis como animais de sela, serviram e servem nos trabalhos agrícolas e nos transportes. Por isso foram sempre companheiros do homem.        Por razões diversas, que todos podemos descobrir, estes simpáticos e úteis animais correm o perigo de extinção. Para evitá-la foi criada a AEPGA (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino). Fundada em Junho de 2002, tem desempenhado um excelente trabalho não só nas campanhas de estudo, sensibilização e preservação destes animais genuínos, mas também na sua divulgação e novas utilizações como em determinadas terapias e passeios turísticos pela região. A  Associação também apadrinhou a ideia de promover  a adopção destes simpáticos e úteis animais.

Já se imaginou "dono por adopção" de um destes simpáticos burricos ? Contacte AEPGA por Tel. 273 739 307, Tlm. 914 093 724, Av. da Escola Preparatória, apartado 10, C.P.5225-909 SENDIM, Informe-se www.aepga. pt.

Nota : Estes dados técnicos, entre outros de real valor, foram-nos fornecidos, com muita amabilidade e interesse, pelo Senhor Dr. Abreu Lopes, Ilustre Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa, a quem agradecemos.

 

ESCOLA SECUNDÁRIA ABADE DE BAÇAL ELEGE AS 7 MARAVILHAS DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO

Num concurso interno "on-line", professores e alunos desta escola bragançana, durante cinco meses votaram à escolha em 21 obras salientes da região transmontana e, no dia 7 de Julho, em festa apropriada, deram a conhecer o resultado da votação.

Eis as 7 maravilhas eleitas: 1- Domus Municipalis, em Bragança; 2- Castelo de Bragança; 3- Santuário do Santo Cristo, em Outeiro/Bragança; 4- Palácio dos Távoras, em Mirandela; 5- Igreja dos Clérigos, em Vila Real; 6- Palácio de Mateus, em Vila Real; 7- Conjunto da Barragem do Picote, em Miranda do Douro. Uma iniciativa interessante que, a brincar, divulgou cultura e saber.

 

MIRANDELA NO CAMINHO DA ATRACÇÃO E DESENVOLVIMENTO

A linda cidade do Tua não pára de se alindar, desenvolver e dar a conhecer. Ao longo do ano são muitas e variadas as iniciativas promocionais, mas na época do Verão os eventos de qualidade e projecção multiplicam-se. Repare-se: As tradicionais festas da Senhora do Amparo, (Agosto) cartaz indispensável no panorama religioso e popular de toda a Região que, na continuidade de sempre, se tornam cada ano mais bonitas e famosas; a VIII Mostra dos Produtos Regionais, (14/22 de Julho) grande montra de produtos comercializáveis anunciando múltiplos sabores apetecíveis; Campeonato Nacional e Campeonato Europeu de Jetski (Julho) espalhando nas águas brilhantes do espelho do rio Tua o colorido, o frenesim, a emoção; e, caso único no País, a festa da Geografia, (14/22 de Julho) uma iniciativa cultural e económica, que reuniu muitos prestigiados académicos nacionais e estrangeiros para discutirem problemas inscritos no âmbito da geografia física, política, humana e económica.

Situada no rio Tua, junto ao jardim Dr. José Gama, nasceu uma nova praia fluvial, com água de qualidade certificada, com 3 mil metros quadrados de areal, dotada de infra-estruturas sanitárias balneários e de exigentes condições de segurança. Turistas e residentes encontram assim mais um espaço de lazer e frescura para atenuar os "três meses de inferno" da Terra Quente, que a tradição, só por força da tradição, continua a proclamar. Mirandela é uma terra linda para se visitar e admirar. Experimente e verá.

 

AGOSTO, MÊS DAS FESTAS E DO REENCONTRO

São cada vez mais os transmontanodurienses espalhados pelo país e pelo mundo. Apesar das visíveis e inquestionáveis melhorias materiais operadas nas nossas terras, que só por si são razões de atracção, a verdade é que os transmontanos continuam a sair e procurar fora o que ainda não conseguem obter dentro. Migram e emigram. Mas voltam sempre. Para rever campos, velhos caminhos, cantinhos de brincadeira escondidos na sinuosidade de ruas empedradas, a fonte de mergulho, as casas feitas de xisto ou granito. Voltam de coração alvoroçado e alegria nos olhos para se banharem no ribeiro do seu povo ou do povo vizinho, para rezar na igreja onde foram baptizados e, porventura, casaram, para colocar uma flor singela sobre a campa dos antepassados cuja memória repousa infinda no acanhado cemitério de muros brancos lá da aldeia. Ah, como é bom regressar, mesmo tendo a certeza da necessidade de voltar a partir. E o mês de Agosto, o mês das férias, é o mais propício para libertação do corpo e do espírito, porque é também o mês das festas.

E as festas, cheias de gente, de cá e de fora, encheram este Agosto transmontano.. Fizeram-se notícia principal. De sucesso. Não só as festas grandes, as grandes e tradicionais romarias que desde longas eras levam milhares de forasteiros a Lamego, à Régua, a Bragança, a Vila Flor/Vilas Boas, a Mirandela, a Valpaços, a Boticas, a Mondim etc., mas também as simpáticas, familiares e coloridas pequenas festas que encheram de risos misturados com música e foguetes, os pequenos lugares. Sabemos de festas rijas em Mogadouro, Carção, Salsas, Rabal, Urrós, Sendim, Vilarelhos, Santulhão, Moncorvo, Torre D.Chama, Vinhais, Mouçós, Vilarandelo, Montalegre

 

MIRANDA DO DOURO RECUPERA  RIO

Fresno é o nome do rio que passa em Miranda do Douro. Era um pobre rio com pouca ou nenhuma água, invadido pelo mato selvagem, vazadouro de trapos e cangalhos, uma vergonha ali, ao lado de uma terra linda com 462 anos de cidade e muitos mais de povoação de gente orgulhosa e rija. Por isso mesmo a Câmara, numa visão progressista e dignidade, decidiu alterar a situação e transformar o foco de poluição que era o Fresno, num lugar de lazer e pulmão purificador. Após três anos de trabalhos, com muitas e avultadas despesas, recuperou-se o rio e as margens, arranjaram-se equipamentos, fez-se um Parque Urbano, no qual apetece andar e ficar. Bom para o aspecto da  cidade, bom para os residentes, bom para os turistas. Parabéns, Miranda, vocês aí, bem no Nordeste, merecem.

 

A BARRAGEM DO SABOR VAI AVANÇAR

A Comissão Europeia finalmente decidiu. Deu luz verde ao Governo Português para avançar com a construção da Barragem do Sabor, se assim o entender. Recorde-se que a construção desta barragem havia sido uma promessa feita à região pelo Governo Socialista quando suspendeu a Barragem do Vale do Côa por causa das pinturas rupestres paleolíticas ali encontradas. A determinado momento, o projecto da barragem passou a ser alvo de contestação por parte das associações ambientalistas que junto da União Europeia argumentaram com razões sérias. O problema arrastou-se durante anos até à decisão recentemente tomada. A barragem irá concorrer para regularizar o caudal do rio Douro e dará forte contributo à produção de energia hidroeléctrica. Vão ser investidas algumas centenas de milhões  de euros no empreendimento e serão criados, nesta primeira fase, mais de mil postos de trabalho. Falta saber quais os benefícios futuros que dela resultarão para a região e quanto pesarão na melhoria de vida das populações locais. Uma e outras têm direitos que devem ser teimosamente regateados até à parcela ínfima, numa exemplar união de esforços, por todos aqueles que, para o efeito, estão mandatados pela legitimidade do voto.

 

A PONTE INTERNACIONAL DE QUINTANILHA ESTÁ PRONTA

Esta ponte internacional, construída de comum acordo por Portugal e Espanha, que dá continuidade ao IP4 e liga o nosso país ao país vizinho na antiga fronteira de Quintanilha, concelho de Bragança, está praticamente concluída, faltando-lhe apenas a colocação do tapete betuminoso. No entanto, devido ao atraso das obras no sector espanhol, só deverá abrir ao trânsito no final do ano.

 

A ALMA E A GENTE EM SABROSA

O Dr. José Hermano Saraiva, historiador muito popular pelos excelentes programas televisivos que tem criado, andou por terras de Sabrosa a recolher elementos e fazer filmagens destinados a um programa a integrar na série "A Alma e a Gente". Dizem-nos que ele andava fascinado com a simpatia das gentes e com as belezas paisagísticas da região, cognominando Sabrosa de a "Sintra do Douro". Se a programação for respeitada, esta mostra de Sabrosa será transmitida no canal 2 da RTP, no dia 9 de Setembro, pelas 21H30 horas. Obrigatório ver.

 

TEMPESTADE DE GRANIZO FUSTIGA TRÁS-OS-MONTES

Nos últimos dias de Agosto (25/26) fortes trovoadas acompanhadas de granizo de inusitadas proporções caíram sobre algumas partes da região transmontana provocando danos consideráveis nas vinhas, pomares, nos telhados e nos automóveis. Os concelhos mais atingidos foram os de Vila Flor, sobretudo as povoações de Arcos, Samões e Seixo de Manhoses, Mirandela e Valpaços, nomeadamente na vila de Carrazedo de Montenegro. O Ministério da Agricultura, apesar de proceder ao levantamento dos prejuízos, não mostra disponibilidade para ajudar os agricultores a suportá-los.

 

DIA 12 DE AGOSTO DE 1907

Este dia está inscrito no calendário como um dos mais relevantes da história de Trás-os-Montes e Alto Douro. Com efeito, na aldeia (hoje vila) de S. Martinho de Anta, no concelho de Sabrosa, nasceu uma criança que foi baptizada com o nome de Adolfo Correia da Rocha e viria a tornar-se num dos poetas e escritores maiores da língua portuguesa com o pseudónimo Miguel Torga. Viajante de muitas terras, comungante de várias culturas ficou sempre arreigado ao chão natal, cuja alma sentiu e descreveu como ninguém. Por isso, ele é o Grande Transmontanoduriense.

Este ano, em diversos locais, com várias iniciativas e programas, tem sido comemorado o 1º Centenário do seu nascimento. Para sua memória e glória.

A divulgação da profundidade da alma expressa no vinco de cada ruga pintada pelo seu conterrâneo Jorge Marinho são o preito da nossa admiração e homenagem. 

 


Posted at 08:10 by ntmad
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2007.09.15
COMEMORAÇÕES DO 102º ANIVERSÁRIO DA CTMAD

 AGRACIAMENTO AOS ASSOCIADOS MAIS ANTIGOS

Como consta do programa das festas comemorativas do nosso 102º aniversário, voltamos a nele incluir a devida homenagem aos associados mais antigos. Bem pretendíamos que tal homenagem fosse grandiloquente mas os meios são escassos e, por isso, a respectiva cerimónia, embora desejavelmente nobre, elevada e sublime, reduzir-se-á à simples entrega de uma lembrança, ao menos para que este gesto, de futuro, não morra e a vontade de o realizar não esmoreça.

 

Diz-se, correntemente, na vida militar que a antiguidade é um posto, fazendo-se dela uma hierarquia praticada, mais do que consentida, geradora duma estratificação do respeito pelo superior, este entendido como fonte de conhecimento e de experiência. Pois bem, se transpusermos para o seio da nossa associação regionalista este conceito, teremos que dos homenageados retirar uma lição de vida que é a de nos dedicarmos a valores e deles fazer a nossa conduta. Dedicação persistente, generosidade desinteressada, amor perene ao torrão natal, são atributos destes nossos sócios mais antigos e, desse modo, merecedores do nosso respeito e gratidão como membros mais qualificados numa escala de valores associativos.

 

A Direcção da CTMAD, para além do agraciamento aos 2 associados que completaram no corrente ano 50 anos de vida associativa, decidiu, nesta fase ainda transitória de reconhecimento, homenagear os associados que perfizeram, até ao momento, mais de 27 anos de ininterrupta dedicação e fidelidade à nossa centenária casa regional, permitindo assim, este avultado número de sócios a distinguir que, a partir do próximo ano, seja já possível homenagear apenas os associados que anualmente perfaçam 25 anos como sócios da CTMAD.

 


Posted at 10:05 by ntmad
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Lançamento do livro "À PROCURA DE ALGO"

Teve lugar no passado dia 31 de Maio, pelas 19.00h, na Sede da CTMAD, a cerimónia de lançamento do livro “À Procura de Algo” da autoria de Maria de Fátima Morais Felgueiras e de Abel Luís Fontoura Moutinho.

 

O Dr. Serafim de Sousa abriu a sessão, saudando todos os presentes em nome da Direcção da CTMAD e congratulando-se por esta feliz iniciativa de um dos nossos mais dedicados associados.

 

Para apresentar o livro falou, em seguida, o Dr. Altino Cardoso, para o efeito convidado pelo Autor. Depois de se afirmar suspeito na missão que assumira pela profunda amizade que o une, há longos anos, ao Dr. Abel Moutinho, começou por traçar um breve perfil biográfico do Autor salientando a sua passagem pela RTP, instituição a que ele muito se dedicou no desempenho das funções de psicólogo.

 

Agora já liberto de tais absorventes actividades, o Dr. Altino Cardoso exprimiu a sua satisfação por ver o amigo enveredar pelo campo da escrita, elogiando, não só, ele, como também, a co-autora pela visão intimista da vida aldeã que tão bem nos é transmitida por esta singular obra. O apresentador deteve-se, também, no fenómeno da emigração que tão causticamente afectou o interior Norte de Portugal na 2ª metade do Século XX, chamando a atenção para a forma como o livro a descreve, uma luta contra o atavismo, uma batalha que, antes do mais, foi individual mas que acabou por ser mais uma gesta, das muitas a que os transmontanos emprestaram a sua aura.

 

O Dr. Abel Moutinho, falando em seu nome e no da co-autora, esta impossibilitada de estar presente, agradeceu à assistência o carinho demonstrado e evocou em sentidas palavras o modo como a obra havia nascido. Terminou com palavras amigas endereçadas, quer ao Dr. Altino Cardoso pelo trabalho por ele desenvolvido na paginação e composição final do texto, quer ao editor, “GITIC, Tradução, interpretação e congressos, L. da”.

 

A CTMAD endereça ao Autor as suas melhores felicitações e regozija-se pelo facto de ter sido escolhida como palco de divulgação de tão genuína obra transmontana.

 


Posted at 09:46 by ntmad
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© 2007 Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CTMAD). O material noticioso aqui apresentado apenas poderá ser utilizado mediante acordo prévio da CTMAD e dos seus autores. Para mais informações poderá contactar-nos. A edição online pode não conter a totalidade da edição em papel mas apenas alguns artigos.